“Não vou permitir que um jovem que esteja querendo se preparar no mundo do esporte tenha que fazer uma ‘rifinha’ de dez reais para ir a um clube grande”, afirmou Amélio, ao criticar a falta de apoio financeiro a jovens atletas que buscam oportunidades em clubes profissionais.

Durante o confronto, o parlamentar apresentou propostas para o esporte e a juventude, questionou a aplicação dos recursos destinados ao programa Jovem Trabalhador e cobrou explicações do candidato a vice-governador da chapa adversária sobre a condução das políticas públicas na área esportiva.

Na apresentação inicial, Amélio destacou sua trajetória pessoal e política, lembrando que é filho de pai lavrador e mãe semianalfabeta.

“Deus e o povo me deram a oportunidade de ser prefeito por dois mandatos, deputado estadual por cinco mandatos, também presidi a Comissão de Finanças e CCJ por quatro vezes e, por escolha dos colegas deputados, me tornei presidente do segundo poder do Tocantins”, frisou.

Ao abordar o esporte, defendeu a ampliação dos investimentos públicos e apresentou a proposta da chapa de Vicentinho Júnior de criar um programa de incentivo financeiro para jovens atletas selecionados em avaliações esportivas.

Amélio também defendeu melhorias na infraestrutura esportiva dos municípios, especialmente na iluminação e recuperação de campos de futebol e quadras. “Vamos iluminar o esporte, iluminar todos os campos deste estado”, declarou.

O deputado afirmou ainda que indicações de sua autoria para reformas de campos esportivos teriam sido barradas pelo governo de Wanderlei Barbosa após seu rompimento político com a gestão estadual.

Amélio questiona gastos com o programa Jovem Trabalhador

Um dos principais momentos da participação de Amélio ocorreu no segundo bloco, quando ele questionou o modelo de contratação e a distribuição dos recursos do programa Jovem Trabalhador.

Segundo o deputado, o governo estadual destina R$ 1.200 por jovem à instituição Renapsi, responsável pelas capacitações, enquanto os participantes recebem uma bolsa de R$ 600. Amélio criticou a diferença entre os valores e defendeu que uma parcela maior dos recursos seja destinada diretamente aos beneficiários.

“O governo interino do Laurez propôs mudar para sistema S capacitar os jovens, com o pagamento de R$ 19 por aluno para cada capacitação e o governo pagaria R$ 1.181 de bolsa para cada jovem em capacitação”, frisou Amélio.

Na avaliação do candidato, a mudança permitiria aumentar o valor recebido pelos jovens sem necessariamente ampliar o gasto por participante.

“O jovem tocantinense não merece isso, eles merecem respeito e ter o recurso direcionado para eles. Cuidar dos jovens não é só no papel, tem que realmente efetivar [a política pública], não é tirar aquilo que é de direito deles. Temos hoje cerca de 85 mil jovens que nem estudam nem trabalham e precisamos de ações concretas para mudar isso”, complementou.

Os valores apresentados por Amélio e a estimativa sobre o número de jovens que não estudam nem trabalham foram citados pelo candidato durante o debate.

Em outro momento, Amélio defendeu que a reta final da campanha seja marcada pela apresentação de propostas, em vez de ataques políticos entre os adversários.

Ao abordar a situação da saúde pública, o candidato manifestou solidariedade a um paciente de 85 anos, de Porto Nacional, que, segundo relato mencionado durante o debate, teria retornado para casa sem conseguir realizar uma cirurgia na clavícula por falta de material hospitalar.

Amélio relacionou o caso a supostos atrasos nos pagamentos a fornecedores da rede estadual de saúde e cobrou providências para evitar situações semelhantes.

Na reta final de sua participação, o deputado reforçou o discurso de que a chapa encabeçada por Vicentinho Júnior pretende priorizar investimentos no esporte, ampliar as oportunidades para os jovens e melhorar os serviços públicos.

O segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins será realizado no próximo domingo, 25 de outubro.

Facebook Comments Box